sábado, 30 de janeiro de 2016

Devaneios de uma noite qualquer




 Como um sopro vindo de dentro
Tudo retorna de forma agressiva
Impiedoso, racional
Trazendo esperança
Maldita esperança...

Antes tudo tivesse acabado
Antes nada houvesse existido
Lembranças de um outro tempo
De longas conversas e olhares
A verdade escondida sob o medo
Falsas aparências cultivadas em falsas impressões

Tudo estava perdido, só eu não via

Não que eu não pudesse
Eu não queria

Sempre a esperança
Maldita esperança...

Mas tudo passa
Algumas coisas voltam
Tem sempre um fantasma
Que te persegue
Que te acha
Uma ferida não cicatrizada

Antes tudo tivesse acabado
Antes nada houvesse existido

Em uma bela tarde
Um sonho realizado
O ápice da felicidade
Para onde ir, então?
Assim como veio, foi
E a luz do sol revela o nada
O fim da noite me condenda à escuridão
De novo e de novo

Antes tudo tivesse acabado
Antes nada houvesse existido....
O que resta é a tristesa
E algum tolo para sentir saudade.


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